Como as células neurossecretoras unem os sistemas nervoso e endócrino

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A maioria das pessoas pensa nos nervos e nas glândulas como dois sistemas completamente separados. Um lida com eletricidade. O outro lida com química. A verdade é mais confusa. Existe um tipo de célula especializado que faz as duas coisas. É chamada de célula neurossecretora.

É um híbrido. Parte neurônio. Parte glândula endócrina. Sua função é receber um impulso elétrico e transformá-lo em um sinal químico. Especificamente, produz substâncias conhecidas como neuro-hormônios. Eles não são enviados através de uma pequena lacuna sináptica como os sinais nervosos padrão. Eles viajam pelo axônio do neurônio. Então eles são despejados diretamente na corrente sanguínea.

Essa liberação geralmente ocorre em locais específicos chamados órgãos neurohemais. Aqui, as terminações dos axônios ficam bem próximas aos capilares sanguíneos. A proximidade permite a entrada imediata em circulação.

Você pode encontrar essas células na maioria dos animais multicelulares. Eles não são exclusivos dos humanos. Mas eles são distintos. Os biólogos podem identificá-los ao microscópio devido ao seu tamanho. O núcleo é extraordinariamente grande. O mesmo acontece com o corpo celular e os terminais do axônio. Esse volume físico os diferencia de outros neurônios.

A Mecânica da Tradução Química

A função principal é a tradução. Um sinal elétrico chega. A célula converte esse sinal em uma secreção. Essa secreção é um neuro-hormônio. Ele viaja ao longo do axônio.

Quando chegar ao fim, ele será liberado. A localização é importante. Os órgãos neurohemais são os pontos de liberação. Essas regiões são caracterizadas pelo contato próximo entre as terminações dos axônios e os capilares sanguíneos. Essa estrutura garante que o produto químico entre na corrente sanguínea com eficiência.

Por que o tamanho é importante

Por que essas células parecem diferentes? A resposta está em sua função. Eles produzem grandes quantidades de hormônios. O maquinário para fabricar e armazenar esses produtos químicos ocupa espaço.

O próprio corpo celular é maior que um neurônio típico. As terminações do axônio também são ampliadas. O núcleo, que controla a atividade da célula, é particularmente grande. Essas características físicas são a principal forma pela qual os cientistas distinguem as células neurossecretoras de outras células nervosas.

Presença na vida multicelular

Esta não é uma invenção humana. As células neurossecretoras estão presentes na maioria dos animais multicelulares. Eles são uma parte fundamental da forma como os corpos complexos coordenam os seus sistemas.

O sistema nervoso precisa conversar com o resto do corpo. O sangue carrega substâncias químicas por toda parte. Mas os neurônios não são liberados naturalmente no sangue. Eles falam através das lacunas. As células neurossecretoras preenchem essa lacuna. Eles permitem que o cérebro e os nervos influenciem o equilíbrio hormonal.

Esta conexão é vital para a regulamentação. Respostas ao estresse. Reprodução. Crescimento. Tudo isso envolve entrada neural direta na corrente sanguínea. A célula neurossecretora é a interface.

Características distintivas

Se você estiver olhando um tecido ao microscópio, como saber o que está vendo? O tamanho é a chave.

  • Corpo celular grande : Maior que um neurônio padrão.
  • Núcleo ampliado : O centro de controle é proeminente.
  • Terminais de axônios gordos : as extremidades de liberação são volumosas.

Essas características são consistentes entre as espécies. Eles são as marcas desse tipo de célula. Outros neurônios não se parecem com isso. Eles são mais magros. Mais rápido. Mas eles não despejam hormônios no sangue.

A separação entre sinalização elétrica e sinalização química não é tão clara quanto sugerem os livros didáticos. As células neurossecretoras provam que os dois sistemas se sobrepõem. Eles são